CICLO CORPO CRIATIVO | Notas de Criação #21

Fotografia de Paula Arinto

30 Maio 2022

E-mail para Catarina num dia em que não consigo ir ao ensaio porque preciso de ficar a trabalhar com os bailarinos da CNB.

  1. Necessidade de fazer uma sessão com exercícios de dicção.
  2. As frases que dizem no início têm de ser revistas. Elas deveriam dizer algo mais profundos sobre cada um deles. Não são precisos grandes discursos, mas um pouco mais de intimidade. Falar sobre a intenção, o propósito de se darem a conhecer um pouco ao mundo e de essas frases estarem ao mesmo nível das suas performances físicas. Sabemos que o gesto pode ser muito mais poderoso que a palavra e exatamente por essa razão temos de as pensar com mais empenho. (sonhos, desejos, reivindicações, provocações,…).
  3. A cena dos sacos está muito melhor.
  4. Desenho das celas: corrigir as posições do desenho; trabalhar o despir e vestir (tirar toda a roupa do saco depois despir as calças e vestir as do figurino; a seguir tirar a t-shirt e vestir a camisa ou casaco; por último os ténis; dobrar rapidamente a roupa que se despiu e colocar no saco)
  5. Marcar e fixar as 8 posições depois de vestir.
  6. Fixar os movimentos da frase do chão e quantas vezes a fazem.
  7. Caminhadas labirínticas pelas celas e um olhar como se estivessem a ver uma obra de arte (e estão).
  8. Caminhadas entre eles na cela do P. antes da sequência conjunta. Ter mais espaço de profundidade entre eles para se poderem mover melhor. Nesta sequência atenção aos diversos focos.
  9. No corte da música para Buruntunba, atenção à mudança brusca de ritmo, cortando com o ambiente anterior e dirigirem-se logo mais rápido para pegar os sacos e deixá-los ao fundo do palco. Quando estão de costas a pôr os sacos aproveitem para começar a contar ( J). Proponho 2×8 para se porem na linha e começarem.
  10. Mais energia nesta cena pf
  11. Entre o fim dos andares e as corridas podia ter havido uma ou duas sequências de quedas. Rever as quedas. Marcar a saída de todos pela direita antes de solo de J.
  12. Trabalhar solo. J. parece às vezes fazer muito esforço. Ele dança tão bem, mas o solo não está bem. Talvez tenha de improvisar mais, ficar mais solto. Só temos de ter cuidado com o dramatismo.
  13. Wilson tem de entregar os raps escritos e de cantar melhor, mais percetível, mais alto, com mais atitude.
  14. Trabalhar com Fábio e os outros a histórias a contar, pode até ser uma conversa entre eles. Não esquecer do título “A minha história não é igual à tua” ou será que é? Se sim temos de chegar a essa conclusão.
  15. Não há anima entre eles, não há grande camaradagem, o que há ali? O que escondem aqueles homens?
  16. Encontrar cena final.

Olga Roriz

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